Extraordinary Lives

Histórias de vida Extraordinárias – Selected by Bia de Barros

Espertirina (Banksy) Martins

Sou muito grata às redes sociais contemporâneas quando elas colaboram com o direito humano à verdade e à memória, por definição, parte dos direitos coletivos de todos os povos. Foi assim que conheci Espertirina Martins, apresentada com a imagem e a descrição abaixo transcritas no site http://www.Anarquista.net:

Com apenas quinze anos, em 1917, carregava a bomba com que Djalma Fettermann enfrentou a carga de cavalaria da Brigada Militar na batalha campal travada na Várzea, hoje avenida João Pessoa, entre anarquistas e brigadianos, em janeiro deste ano. O confronto se deu durante o enterro de um trabalhador assassinado pela repressão. Espertirina levava essa bomba disfarçada dentro de um buquê de flores… Meses depois, em julho, estouraria a greve geral que ficaria conhecida como “A Guerra dos Braços Cruzados”, que pararia Porto Alegre e outras cidades do estado, e da qual Espertirina e sua família participaram ativamente.

Image

No final, o que 1984 não previu foi exatamente essa guerra de guerrilha das pequenas mídias unidas contra os grandes centros de informações da Oceania. É nossa obrigação fazer bom uso desse “elemento surpresa” do destino. E não deixar jamais que manchem a memória dos que reagiram, como tentou fazer o Cel. Ustra na data de hoje

Libertas quae sera tamen.

Mamma, I’m in love with a criminal

Eu não conhecia Aaron Swartz pessoalmente. Nunca nos falamos, nem pessoalmente nem por e-mail. No entanto, o seu suicídio deixou um grande buraco no mundo para mim. E senti que minha própria tristeza era confusa. Eu não conheço o cara. Por que eu, no fundo, sinto este vazio enorme no mundo? O motivo foi: eu senti uma rara conexão com Aaron por causa de seus pensamentos e ações. Uma conexão invisível que só existia no nível intelectual, não social, através de seus textos, tecnologia, política, e de sua vontade de mostrar que era humano.

*Felipe Ventura, on Gizmodo (14/01/13)

Levei dias para processar os dados por trás dos fatos. Como se eu lutasse para o tempo se mover em direção ao futuro, com todas as minhas forças, buscando a ordem natural do mundo, e nada adiantasse, aquilo não era mais possível. O sentido das coisas, o nexo invisível que ampara a todos os viventes nesse mundo, a crença na justa e equilibrada balança de vícios e virtudes humanas, em cacos. Inocentes foram crucificados muitas vezes por lutarem contra um mar e se esquecerem que eram nele apenas uma gota, todos sabemos disso. E sabemos graças ao relato de suas vidas, que não ficou escondido, que não passou despercebido em meio a um enxame de infos, travestidas de notícias, as mais importantes e frescas do dia de hoje deletando as desimportantes, históricas, de ontem. Seu registro merecia mais do que uma lápide, Swartz, mas se quer saber, você fez bem. Se o movimento real do mundo é este contra o qual luto todos os dias para seguir vivendo, eu sei, nós nos veremos – escrevendo no único material que resistiu às intempéries e que agora enfeitam seu templo… Das pedras viemos, a elas voltaremos. E quando as quebrarmos, seremos livres, como só os que viveram nas cavernas, com liberdade para nela ficar, ou dela sair, souberam ser… Espera-me. Que quando o mundo acabar seu retrocesso natural, nós nos encontraremos.

I’ll be right back…

Eleanor (Who?) Roosevelt

Com certeza não tão famosa quanto o marido, a seu nome cheguei quando comecei a trabalhar com Direitos Humanos. Nessa seita de esquizofrênicos, que acham se deveria buscar a satisfação pessoal ao se promover o bem comum, seu nome é ouvido com especial reverência sobre os demais…

Eleanor Roosevelt

Pois não é que Eleanor Roosevelt (1884-1962), além de viúva do fundador do New Deal que te apresentaram em alguma aula de História, presidiu nada menos que a Comissão da ONU responsável pela Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1945? E a lista não acaba nesse documento histórico citado tantas vezes desde então, e inspirador de outros tantos, como a nossa própria Constituição, não!

Além de por o dedo na História, ela fez história:

Nos anos 1940, Eleanor foi uma das co-fundadoras da Freedom House e apoiou a criação da Organização das Nações Unidas (ONU). Em 1943, Roosevelt criou a United Nations Association of the United States of America para dar suporte a criação da ONU. Foi diplomata e embaixadora dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas entre 1945 e 1952, por nomeação do presidente Harry Truman, (…) [quem] apelidou-a de “Primeira-dama do Mundo” em homenagem a suas conquistas referentes aos direitos humanos.[1] Uma figura ativa na política durante toda a sua vida, Eleanor Roosevelt presidiu a comissão da inovadora administração de John F. Kennedy que deu início a segunda onda do feminismo, a Comissão Presidencial sobre o Status da Mulher.

Infelizmente, é difícil, se não impossível preencher o lugar deixado por ela em 1962 nesse planeta. Mas que o mundo precisa de mais vidas como a dela, disso, eu não duvidaria nem por um momento em minha (por ora) nada extraordinária vida.

Sergio Mello: Always Flying…

Confesso que meu conhecimento apenas superficial da vida deste carioca embasou, por muito tempo, meu desejo de prestar o Itamaraty, pensando ser este o único caminho para uma vida dedicada aos que mais necessitam no mundo. No entanto, como vim a saber há poucos anos (1):

Sérgio Vieira de Mello era filho de um diplomata, Arnaldo, que foi compulsoriamente aposentado pela ditadura militar em 1969. Sérgio costumava invocar a humilhação imposta ao pai pelo governo brasileiro quando lhe perguntavam por que nunca se alistou no Itamaraty. Recém-formado em filosofia pela Universidade Sorbonne, em Paris, encontrou trabalho no Alto Comissariado para Refugiados da ONU no mesmo ano em que seu pai deixou a diplomacia.

Ora, isto ocasionou uma reviravolta tamanha em minha vida, que por meses meus pais, confusos, lamentaram o fato de eu haver desistido (ignoravam meu ‘temporariamente’) do concurso de admissão à carreira diplomática. Percebi o quanto eu ainda tinha que conhecer do mundo antes de sentar para conversar com quem toma decisões diárias capazes de afetar, para a guerra ou para a paz, centenas de milhares de pessoas…

Foi no último ano da faculdade, quando optei por focar meus estudos em Direitos Humanos e, particularmente, para com refugiados, que conheci mais sobre a vida deste homem que voava, de um lado a outro do mundo, incansável, priorizando trabalho sobre família não para acumular riquezas para si próprio, mas para tentar salvar vidas. Assistindo a vídeos e documentários, lendo artigos e notícias, pude melhor compreender o tamanho da falta que ele faria para o mundo, como expressou em nota oficial o então Secretário-Geral das Nações Unidas, Sr Annan, no dia do atentado que lhe tirou a vida:

The death of any colleague is hard to bear, but I can think of no one we could less afford to spare, or who would be more acutely missed throughout the UN system, than Sergio.

Não consigo, todavia, até hoje compreender como a vida de alguém que liderou missões de paz nos quatro cantos do planeta, dos Bálcãs ao Timor Leste à África, tenha passado despercebida, grande medida, na sua terra natal, até que por lamentável obra do destino ele tenha vindo a falecer, passando então a mártir e herói nacional. Talvez o próprio Sergio tenha preferido assim. Ao longo de sua vida, preferia apresentar-se como cidadão do mundo e funcionário das Nações Unidas, o que efetivamente era, que como cidadão brasileiro…

Se aprovaria ou não o que foi feito de seu nome na terra que por tanto tempo não o quis, nem à sua família, parece nem sequer importar, ante a magnitude do legado de sua vida – o qual parece perguntar, ainda agora, a todos que querem entrar para a História com uma imagem o menos egocêntrica possível:

E pelos outros hoje, o que fizeste?

Fonte: (1) Reportagem de Augusto Nunes para a Revista Veja (19/08/11): http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/sergio-vieira-de-mello-ha-oito-anos-um-brasileiro-admiravel-morreu-lutando-pela-paz/

(2) UN News Centre (19/08/03): http://www.un.org/apps/news/story.asp?NewsID=8023

Luiz Ruffato: Bicho do Mato


Caro(a) leitor(a),

Favor notar ser este o primeiro post deste blog a narrar uma extraordinária vida ainda viva, pois isto te dará a dimensão da importância do que tenho para contar. Como às vezes até o Prêmio Nobel se equivoca ao julgar os vivos, começo citando a brilhante introdução da repórter Eliane Brum, em matéria sobre o autor para a Revista Época*, para demonstrar porque não temo arriscar estar errada:

Luiz Ruffato costuma contar que é filho não do primeiro, mas do segundo pipoqueiro mais importante da cidade mineira de Cataguases. O primeiro fazia ponto na Praça Ruy Barbosa, perto dos cinemas e bares. Já seu pai assentava o carrinho na Praça Santa Rita, a da igreja. A pipoca ornava mais com o footing do que com a reza, portanto o concorrente faturava mais. A história serve para mensurar a lonjura do salto que fez do filho do segundo pipoqueiro mais importante de Cataguases um dos escritores mais interessantes do Brasil de hoje, com vários prêmios e livros traduzidos em países como França, Itália e Portugal. Quase um milagre, num país tão desigual. (…)

Tive a feliz ocasião de conhecê-lo em pessoa por intermédio de amigos em comum antes mesmo de saber da história toda. Não é de modo algum uma figura amargurada pelos descaminhos onde andou, daqueles seres resmungões, bebês chorões ante a vida ingrata. Pelo contrário: a julgar por sua alegria contagiante, seu riso sempre constante, seu bom gosto por amigos, bebida e livros, qualquer um diria que sua vida provavelmente fora muito boa – ele mesmo, só tendo vivido esta, não deve ter meios de desejar ter tido outra.

Essa lição de humildade tento aprender todos os dias. Poucos sabem de onde vim, e se julgarem pela renomada instituição privada onde cursei faculdade, vão errar feio de achar que tudo me veio de mão beijada.

Algumas pessoas dizem, à semelhança do ditado “não julgue um livro pela capa”, que não se deve conhecer pessoalmente o autor da obra que se admira. A estas pessoas, digo: a menos, é claro, que ele seja uma pessoa extraordinária como esse bicho do mato, esse tal de Luiz Ruffato…

*leia na íntegra: http://glo.bo/hWBWZ1

Cora Coralina: Dulce Vitta

Mais do que eu demorei a conhecê-la foi o tempo que levou à publicação de seu primeiro livro: aos 76 anos, Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas imortalizava sua obra, pela primeira vez reunida, ao menos em parte – pois fosse tão vasta quanto seu próprio amado sertão.

Não que nunca lhe tivessem ouvido falar, muito pelo contrário: poetisa boa é poetisa de nascença, já diria minha mãe, e com Ana não foi diferente. Aos catorze anos, já escrevia nos jornais de Goiás… Lidos por quem? Até agora, não sei dizer, também não importa. Por que razão Ana escrevia, somente Ana saberia dizer… Ana e seus doces, seu ganha-pão após a morte do marido – mesmo mulher estudada não fugia ao destino de ser viúva numa era tão desalmada como a Vargas (1930-1945) – já era adorada por Carlos Drummond de Andrade muito antes de este tornar-se leitura obrigatória para vestibulares.

Por volta dos cinquenta anos de idade, Ana adota o pseudônimo musical mais tarde homenageado por Rachel de Queiroz em seu romance “Dora, Doralina” (1977), romance que, fora verídico, mereceria um post inteiro neste blog, não só pela influência que teve em minha vida, mas pela vuda criada propriamente – aquela mulher largar tudo por amor e virar artista… Enfim, um romance quase tão belo quanto a história verídica que lhe serviu de mote.

Certa vez, publiquei alguns poemas de forma independente, sob o título Cem Gotas de Luz. Eu queria que cada poema meu fosse ou pudesse ser um dia uma gota de luz na escuridão de alguém. Algo me diz que os objetivos de Cora Coralina eram muito mais humildes e, portanto, muito mais nobres: ela queria passar uma mensagem, independente da forma que assumisse – lírica, satírica ou épica: a mensagem de quem era Cora, do que vira, de quem amara ou deixara de amar e que ninguém mais seria capaz de passar, como ela passou, mas a mensagem aqui permaneceu.

Cora, sou feliz em conhecer-te

Mais feliz em poder ler-te

Antes tarde, do que nunca.

Poemas selecionados: http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/cora-coralina-poemas/

Josué de Castro: a Química explica

Biografias magistrais já foram escritas sobre esse pernambucano do século passado que, no entanto, continua desconhecido em sua própria terra, apesar de a atualidade latente de suas ideias as tornarem, a meu ver, atemporais.

O primeiro grande ensinamento desse médico, geógrafo, acadêmico, presidente da FAO, portanto, para nós hoje, pode ser melhor resumido por uma lei básica das reações químicas: quanto maior a superfície de contato, mais rápida a ação entre os reagentes. Em outras palavras, quanto mais as ideias assim trabalhadas, ao longo de uma vida, forem divulgadas entre a população de interesse, mais amplo o questionamento, o aprendizado e, possivelmente a solução para o problema apontado – no caso, para Castro, a fome como um fenômeno social, não-natural.

(Imagem: Recife Resiste)

Na época, entretanto, a ampla divulgação dos estudos contidos em Geografia da Fome (1946) acelerou um processo efetivamente reacionário: com o Golpe de 1964, Josué de Castro foi dos primeiros a ser declarado inimigo interno, ter seus direitos cassados e ir-se exilado à Europa. Com isso, vem o segundo grande ensinamento dos anais da Química: grandes descobertas trazem grandes riscos, tal como descobriu a extraordinária Marie Curie, de quem falaremos mais tarde neste blog.

Pois Josué de Castro propunha uma solução para o problema da fome dentro do capitalismo, e a maior prova disto foi seu mandato na presidência da FAO, órgão das Nações Unidas para a Agricultura e, já naquela época, centro do capitalismo mundial, ter vindo após ampla difusão de suas ideias na supracitada obra, da qual extraí apenas o seguinte excerto:

O tipo de reforma que julgamos imperativo da hora presente não é um simples expediente de desapropriação e redistribuição da terra para atender às aspirações dos sem-terra. Processo simplista que não traz solução real aos problemas da economia agrária. Concebemos a reforma agrária como um processo de recisão das relações jurídicas e econômicas, entre os que detêm a propriedade agrícola e os que trabalham nas atividades rurais. (CASTRO, 1946, p. 286)

Agora imaginem a continuação desse raciocínio brilhante, e imaginem o que a discussão do tema proposto – ainda um tabu mesmo entre os estudantes das mais renomadas universidades brasileiras – poderia trazer de enriquecedor ao pensamento e ao cenário político brasileiros! No entanto, a fome ainda é um tabu, e a reforma agrária, que passou para a CF 1988 do modo simplista que Castro abominava, tabu maior ainda.

Espero que a breve divulgação das ideias e das vidas extraordinárias como a desse pernambucano arretado nos ajudam, um dia, a mudar esse cenári de silêncio velado, vergonhoso, que paira sobre os filhos da Revolução – Geração Copia e Cola.

Biografia: http://www.juraemprosaeverso.com.br/Biografias/JosuedeCastro.htm

Identidade: Qualquer coisa Incomum

Quase ao final da longa jornada universitária, todos nós enfrentamos a difícil pergunta: Para quê você estudou isto, afinal? No meu caso, pelo menos, a resposra veio fácil: “Porque eu conseguiria aceitar ser qualquer coisa no futuro, exceto alguém comum.” Lembro haver desenvolvido ainda mais essa linha de raciocínio ao meu professor e a meus colegas como segue (mas você sempre tem a opção de pular essa parte e descobrir, enfim, do que trata este blog):

Alguém comum deseja ter uma vida comum, e apesar de seu anseio por um mundo melhor, sem fome ou solidão, essa pessoa comum não consegue fazer nada para mudar isso. Em contrapartida, anseio realizar feitos extraordinários, com o único objetivo de mudar o mundo em um local extraordinário. Não obstante, acredito ser minha responsabilidade se acaso ainda existem pessoas que precisam de alguma ajuda, em algum lugar! Pois em um mundo extraordinário, todos teremos de nos ajudar. Alguém comum pode pensar que tal situação sempre existiu e sempre existirá, e que portanto é natural recusar ajudar aos outros antes que a si mesmo. Em suma, enquanto que a dor dos outros não aflige em nada a uma pessoa comum, curá-la é basicamente a vida da pessoa extraordinária.

Algumas pessoas extraordinárias me inspiraram através dos tempos, e gostaria aqui de compartilhar com vocês um pouco de seus legados neste blog. Se eu for bem-sucedida, haverá uma nova face aqui a cada dia! Bem como uma curta reflexão sobre o impacto de suas ideias sobre minha identidade hoje. Se não for, bom, espero que ao menos o esforço de fugir do lugar-comum valha a pena?.. Começando amanhã, dia 8 de Junho de 2012. Não perca!

Muito obrigada por você ter lido até aqui,

Bia de Barros

*Na época, cursava Bacharelado em Relações Internacionais, e o professor que nos fez tão capciosa pergunta não apenas lecionava Direitos Humanos, como também trabalhava para o ACNUR na minha universidade, PUC-SP.

Identity: Anything but Ordinary

Almost at the end of the long path in College, we all face a tough question: What have you studied this for? In my place*, the answer was simply: “Because I could afford to become anything in the future, but an ordinary person.” I remember developing such line of reasoning even further to my teacher and colleagues, as it follows (but you can always skip reading it in order to find out what this blog is all about):

“An ordinary person is willing to lead an ordinary life, and despite his or her wish that things could change anytime soon so the world could be an extraordinary place, without hunger or loneliness, this ordinary person can’t do anything about it.By contrast, I’m willing to do extraordinary things, with the sole objective of changing the world into an extraordinary place. Moreover, I truly believe that it’s my responsibility if there are people who need help somewhere, because in an extraordinary world, we all would help each other. An ordinary person thinks that there has always been such a situation, and that there will always be, so it’s natural to deny helping others before yourself. Summing up, while other people’s suffering makes no difference to an ordinary person, fighting this is basically life for an extraordinary one.”

Some extraordinary persons have inspired me through their legacies ever since, and I’d like to share their ideas with you here. If I’m succcessful, this blog should have a different face here everyday, and a short reflection about their impact upon my identity. If I’m not, well, hopefully at least the attempt of running away from the ordinary lives shall be worth the effort… Starting tomorrow on June 8th, 2012. Don’t miss it!

Thanking you ever so much for reading this,

Bia de Barros

*At that time, I’d been through a Baccalaureate in International Relations course, and the teacher who had posed such tricky question was not only a Human Rights Professor but also a UNHCR employee in my University, PUC-SP.

Follow

Get every new post delivered to your Inbox.